7 de dez de 2011

PRÊMIO JABUTI / Ferreira Gullar e Laurentino Gomes

Ferreira Gullar e Laurentino Gomes


        Ferreira Gullar, com Em alguma parte alguma (José Olympio), sagrou-se como livro do ano na categoria ficção no Jabuti, premiação literária da Câmara Brasileira do Livro (CBL) cuja entrega aconteceu na noite desta quarta-feira (30), na Sala São Paulo. Laurentino Gomes, com 1822 (Nova Fronteira) venceu como livro do ano de não-ficção. "Não sei se poesia é literatura. Mas a gente faz poesia porque a vida não basta", disse Gullar, em breve discurso de agradecimento.

        Os dois autores já haviam sido vitoriosos em edições anteriores do Jabuti: Ferreira Gullar em 2007, com Resmungos (Imprensa Oficial), e Laurentino Gomes em 2008, com 1808 (Planeta). Foi o primeiro ano desde a criação dos prêmios de livro do ano, em 1993, que concorreram ao prêmio máximo no valor de R$ 30 mil apenas os primeiros colocados nas categorias do Jabuti. Antes, os três melhores colocados em cada categoria podiam entrar na disputa pelo livro do ano. Ao todo são 29 categorias, cinco delas são concorrentes em ficção e 19 disputam em não-ficção (confira abaixo a lista completa dos finalistas do Jabuti).

        A mudança na regra aconteceu após a polêmica gerada pela premiação do ano passado. Leite derramado (Cia das Letras), de Chico Buarque, foi eleito livro do ano de ficção. No entanto, o romance havia ficado em segundo lugar na sua categoria, perdendo para Se eu fechar os olhos agora (Record), de Edney Silvestre, o primeiro colocado na categoria romance. Sergio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, enviou uma carta à CBL anunciando que não inscreveria mais seus livros no Jabuti. Já Luiz Schwarcz, editor da Companhia da Letras, saiu em defesa do romance de seu autor. 

        Machado mostrou ter apreciado a mudança e compareceu à premiação deste ano. Após o apresentador do prêmio, o jornalista Pedro Bial, anunciar a vitória de Gullar, o editor o acompanhou ao palco. Schwarcz não compareceu ao evento. 

        A edição deste ano do Jabuti foi marcada por desclassificações. Foram cinco no total. A última delas tirou da competição a obra vencedora na categoria biografia: Alceu Penna e as garotas do Brasil (Amarilys), de Gonçalo Junior. O conselho do prêmio Jabuti desclassificou a obra alegando não ser inédita, pois uma edição do livro homônimo do mesmo autor fora publicada 2004. Tambêm foram desclassificados A mão afro-brasileira, de Emanuel Araújo; As horas de Kathatina, de Bruno Tolentino; O outono da Idade Média, de Johan Huizinga; e Itinerário de uma falsa vanguarda, de Antonio Arnoni Prado.

       
        [Agência O Globo]


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