14 de mai de 2011

PEDRO LUSO - Da Inveja

Ado Malagoli



                  por  Pedro Luso de Carvalho



          A inveja, esse sentimento de desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem (in Dicionário Aurélio), pode ser sentida com surpreendente frequência entre um número extraordinário de pessoas, com as quais convivemos no trabalho, nos bancos escolares, em locais de reuniões como clubes, parques etc. 

        Também notamos manifestações de inveja na mídia, quando revistas e jornais publicam artigos sobre literatura (mero exemplo), e quando a televisão exibe entrevistas igualmente com esse tema (literatura). Tanto que os pseudos críticos, que escrevem ou os que manifestam suas opiniões na TV, jogam nomes importantes de escritores na cesta de lixo, sem a menor cerimônia.

        Nesses casos, a inveja é visível, em que pese as tentativas dos invejosos de escondê-la. E é a inveja que dá força aos pseudos críticos para, na TV, abusarem de suas gesticulações e de suas expressões faciais para detrair um Shakespeare, um Dostoievski, um Tcheckhov.  

        Tchekhov está ultrapassado, diz o crítico, na sua linguagem empolada. E será justamente aí, nesse ponto da sua crítica, na qual detrata o nome do escritor consagrado há décadas, que o invejoso mostra-se na sua inteireza. O certo é que o detrator teria que subir muito para estar no mesmo nível - de Tchekhov, de Shakespeare e de Dostoievski - para poder criticá-los. E o fato incontroverso é que ele, o invejoso do qual me refiro, jamais alcançará tal nível, no que respeita à criação literária. 




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