20 de mai de 2013

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL / A França Dividida

 Resistência/combatente
        


                    [ PEDRO LUSO DE CARVALHO ]


        Durante a guerra, fora um país dividido contra si mesmo, mas a divisão era facilmente delineada: a Resistência e os Franceses Livres contra o inimigo comum: os nazistas,  o regime de Vichy e seus colaboradores. Agora que a guerra estava terminando, novas rupturas começaram a surgir entre aqueles que antes formavam uma frente unificada. Velhas animosidades ressurgiram: conflitos de antes da guerra foram reavivados. 
   
         Embora, por uns breves momentos após a Libertação, os comunistas e socialistas estivessem unidos sob o lema "Châtier les Traîtres" (Punir os Traidores), rapidamente começaram a discordar sobre quem eram os traidores. Para os socialistas, os principais alvos eram a direita, composta sobretudo pela antiga aristocracia e burguesia, que não se opuseram, ao menos ativamente,  ao marechal Henri Pétain ao seu governo de Vichy. Os comunistas, porém, passaram também a denunciar inúmeros intelectuais esquerdistas de destaque, inclusive os que desempenharam  papéis ativos na Resistência. Gide, Camus, Sartre, Beauvoir e Duras acabaram no rol dos esquerdistas vilificados pelos comunistas.  


                                                                               (Christopher Sawyer-Lauçanno)


        In Escritores Americanos em Paris 1944-1960.Trad. de Ivo Korytowski. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996, p.51.

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