28 de ago de 2011

BERTRAND RUSSELL – A Ascendência do Fascismo



                   por Pedro Luso de Carvalho


        Bertrand Russell nasceu em Trellek, País de Gales, em 1872, e faleceu em Penrhyndeudracth, em 1970. Russell foi um dos criadores da lógica moderna. Escreveu, em colaboração com Whitehead, entre os anos de 1910 e 1913, uma de suas obras mais importantes, qual seja, “Princípios Matemáticos”.

       O britânico Bertand Russell foi matemático, filósofo e sociólogo. Escreveu uma obra extensa, nessas três áreas do conhecimento. Foi um adversário vigoroso e incansável do uso das armas nucleares. Em 1950, recebeu o Premio Nobel de Literatura.

         O trecho de A Ascendência do Fascismo, de Bertrand Russull, é um dos capítulos de seu livro In Praise of Idleness (O Elogio do Lazer), traduzido por Luiz Ribeiro de Sena para publicação pela Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1957, p. 79-80:

        Bertrand Russell – (...) Todos os fundametos da escola de pensamento pela qual o Fascismo se desenvolveu, tem certas características comuns. Eles procuram o bem, na vontade, antes que no sentimento, ou no conhecimento; eles valorizam o poder mais do que a felicidade; preferem a força ao argumento, a guerra à paz, a aristocracia à democracia, a propaganda à imparcialidade científica. Advogam a forma espartana de austeridade em oposição à forma cristã; isto quer dizer, eles encaram a austeridade como um meio de obter domínio sobre os outros, não como autodisciplina que ajuda a produzir virtude, e veem a felicidade somente no mundo futuro. Os últimos entre eles estão imbuídos de Darwinismo popular e olham a luta pela existência como uma fonte de mais alta espécie; mas isso é antes uma luta entre raças do que entre indivíduos, tal como advogavam os apóstolos da livre competição. Prazer e conhecimento concebidos como fins, aparecem-lhes indevidamente passivos. Eles substituem a glória pelo prazer e, pelo conhecimento a pragmática asserção do que eles desejam seja verdadeiro. Em Fichte, Carlyle e Mazzini, essas doutrinas são ainda envolvidas pelo manto da convencional linguagem moralista; em Nietzsche elas primeiro avançam nuas e desavergonhadas (...).



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