10 de mar de 2011

ALDOUS HUXLEY - A crítica não o afetava

Aldous Huxley



       


        Trecho da entrevista feita pela The Paris Review, na qual o entrevistador perguntou a Aldous Hexley se ele, como ocorria com Virginia Woolf, por exemplo - e com outros escritores -, foi afetado pela crítica; Huxley respondeu-lhe:



Não, eles jamais me afetaram de maneira alguma, pela simples razão que jamais os li. Nunca tive em mira escrever para uma determinada pessoa ou grupo; procurei sempre fazer o melhor que podia, e deixar a coisa correr. Os críticos não me interessam porque tratam do que é passado e já está feito, ao passo que eu me interesso pelo que vem a seguir. Jamais reli, por exemplo, minhas primeiras novelas. Talvez devesse lê-las um dia destes.

                                                                             (Aldous Huxley



In Escritores em ação. As famosas entrevistas à “Paris Review”. Trad. de Brenno Silveira. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982, p. 219.



2 comentários:

  1. Há muitas pessoas talentosas que foram desestimuladas pelas críticas, por outro lado há pessoas que as usam como estimulo para superação, eu concordo com ele, a obra foi foi criada e pronto, não se pode agradar a grego e troianos.

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  2. Interessante posição a dele. Realmente, para que ler, algo criticando o que já é passado, como ele mesmo disse?
    Já está pronto e com ponto final. Não é algo que poderá mais ser revisto, uma vez que já foi publicado.Se formos agradar a todas as críticas, não sairemos do lugar.
    Realmente o que nos importa é o novo, o que ainda irá acontecer, esse sim, é preciso que pense e repense antes de ser publicado, pois quando também se tornar passado...assim ficará, agradando ou não.
    Afinal é um obra, que em primeiro lugar é preciso agradar o autor, se não , nem seria publicada, agradar aos demais, é puramente lucro poético que se consegue, nas entrelinhas deixadas, para emocionar o leitor.
    Assim a fama vai surgindo, e se não surgir, você apenas criou, aquilo que sua alma desenhou e que queria que você a transformasse em verdade.
    Pois a verdade das letras, dos textos, das poesias,se concretizam, com a sua publicação.
    Acho que é mais ou menos isso.
    Assim penso eu.
    Um excelente domingo.
    Um grande abraço.

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PEDRO LUSO